A MARCHA DOS ABAJURES INDIGNADOS

"A Marcha dos Abajures Indignados" propõe tanto performances como interferências urbanas, baseado no conceito antropológico de intervenção institucional, em que um elemento pode interferir no conceito de outros.

Tenta abordar o quanto somos peças decorativas na paisagem e o quanto essa imobilidade determina os acontecimentos.

A performance utiliza imagens surrealistas, metafóricas e bem-humoradas, para criar uma estranheza e, assim, uma ruptura com o habitual, gerando um questionamento. "A Marcha dos Abajures" é uma marcha silenciosa, pacífica e sem legendas, onde 25 pessoas utilizam cúpulas de abajures acesas na cabeça e saem em marcha pela cidade. A interpretação fica a cargo de quem observa.

A marcha tem como objetivo criar um questionamento que nos faça sair do papel passivo de indivíduos que não se expressam quando necessário, onde nos sentimos indignados sem acionarmos o poder das nossas próprias reações para assim proteger o interesse coletivo ou individual. Ao sairmos do papel de abajures apáticos e passivos, criamos espaço para o incorporarmos como abajures pró-ativos. Com ou sem cunho político, propõe uma análise sobre o próprio comportamento. A ideia é criar um sentimento de civilidade e cidadania em que o indivíduo tem o poder e o dever de se manifestar contra e a favor do que acredita.

"A Marcha dos Abajures Indignados" já teve três interferências, sempre com reações de surpresa e murmurinhos vindos do público por onde passava. Com grande êxito, apresentou-se com destaque no festival de teatro riocenacontemporanea em dezembro de 2008.

Essa interferência urbana já se apresentou em três lugares em dezembro de 2008: na Casa de Cultua Laura Alvim, no calçadão da Praia de Ipanema e no Baixo Gávea, em frente à Praça Santos Dumont.

O resultado está documentado nos curtas "Eu Me Recuso ao Papel de Abajur" e em "A Marcha dos Abajures Indignados.com".

Maiores detalhes em www.marchadosabajures.blogspot.com

 

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